Grupo GC do Brasil | Entrevista - Papo com Broker GC do Brasil - Revista Cobertura
 

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Entrevista - Papo com Broker GC do Brasil - Revista Cobertura

Entrevista - Papo com Broker GC do Brasil - Revista Cobertura




Na edição do mês de Julho da Revista Cobertura, nosso Diretor Geral Zé Luis, concedeu uma entrevista na sessão "Papo com Broker" e só podemos dizer que foi riquÍssimo em conteúdo e conhecimento do mercado.

Confira a transcrição na integra.

Novo diretor geral da GC do Brasil, José Luís Schneedorf Ferreira da Silva, é formado em Direito pela PUC, com pós-graduação em Administração pela Getúlio Vargas e MBA Executivo de Seguros pelo IBMEC/Funenseg. “A pandemia foi uma lição darwiniana de que a evolução prestigia os mais adaptados”.

Revista Cobertura | Quando você começou no mercado de seguros?

José Luís S. F da Silva | Comecei na Minas Brasil Seguros (atual Zurich Seguros), sucursal São Paulo, como auxiliar de escritório no departamento de Inspeção de Riscos de RE aos 19 anos. Foi uma excelente escola, muito pelo clima familiar que trazia uma incrível disponibilidade dos profissionais em ensinar e dar espaço a alguém jovem, em começo de carreira.

RC | Depois da Minas Brasil, em quais empresas você atuou?

JS | Comecei a carreira comercial na Porto Seguro. Depois de alguns anos, tive a possibilidade de conviver e até dividir a mesma sala com Jayme Garfinkel, o que foi um aprendizado de que o sucesso é saber servir aos corretores. Um conceito irradiado pelos profissionais desta seguradora, razão de seu inegável sucesso. Nos 24 anos de Porto Seguro fui diretor de áreas comerciais, técnicas e operacionais, uma experiência bastante completa. 

RC | E a Europ Assistance?

JS | Fui para a diretoria comercial da Europ Assistance, onde aprendi um novo modelo de serviços de assistência e um pouco do que é se relacionar com executivos em outros países e entender outros mercados.

RC | Como foi a sua atuação na Tokio Marine?

JS | Na Tokio Marine foi possível exercer um papel na diretoria comercial e testar um modelo de assistência híbrido ao da Porto Seguro e da Europ Assistance. Isso permitiu apoiar um projeto do CEO José Adalberto Ferrara de internalização da assistência veicular e que deu certo graças à combinação equilibrada de pessoas qualificadas e apaixonadas com os sistemas simples e eficientes desta seguradora, razão do destacado crescimento rentável nos últimos anos.

RC | O que mais o estimulou para assumir o novo cargo?

JS | Tive a oportunidade de trabalhar em áreas operacionais, técnicas, comerciais, assistência e até mesmo em empresa de alarmes residenciais, monitoramento de veículos, telefonia móvel (projeto Conecta), segurança corporativa, facilities condominiais, tudo sempre ligado a seguradoras e atendendo a corretores. A GC do Brasil é a experiência que faltava no mercado de seguros para eu entender a fundo o elo entre o consumidor e a seguradora: o corretor. Uma experiência assim poderia acontecer de outra forma, mas o que mais me estimulou a aceitar o convite foram os anos de proximidade com os profissionais que a criaram e a desenvolveram. Há um lado familiar norteando relações de confiança e de fé que tornam a GC do Brasil muito cativante. Fiquei muito feliz por esta oportunidade a qual agradeço a diretoria da GC, seus associados e colaboradores por me receberem tão bem.

RC | Quais são os seus desafios?

JS | O maior desafio será o de enfrentar a crise econômica com soluções de curto prazo. Como citou Marco Aurélio Ribeiro, presidente da GC do Brasil, em matéria recente, enquanto as empresas reveem investimentos e despesas, a GC do Brasil acredita que o caminho é investir e inovar para crescer. Este é o maior desafio hoje: crescer com resultados num momento difícil da sociedade e da economia.

RC | Como está estruturada a GC do Brasil?

JS | O grupo GC do Brasil reúne o trabalho de 86 corretoras, aproximadamente 1,2 mil colaboradores, tendo 355 mil segurados e movimenta por volta de R$ 1 bilhão em prêmio líquido anual, operando em 11 estados. Os principais ramos de atuação são Auto-móvel, Empresarial, Vida, Saúde, Residencial, Consórcio e uma nota especial ao Seguro Agrícola, no qual a GC caminha para ter uma fatia de 10% do mercado nacional.

RC | Qual é o modelo de parceria com os corretores?

JS | O objetivo da GC do Brasil é estruturar o crescimento dos associados por meio de um modelo organizacional criado e testado por corretores. Oferecemos a eles um completo suporte para reestruturação e adequação a novos fluxos, processos e políticas que passam pela disposição interna da corretora, apoio no recrutamento e seleção de pessoal, subsídios para implantação dos mais completos e modernos sistemas de informação, marketing padronizado para campanhas de relacionamento com clientes e colaboradores, e acordos comerciais com as melhores seguradoras garantindo um mix de produtos e acesso a novos mercados.Também oferecemos consultoria com especialistas que apoiarão na venda de seguros de maior complexidade, mesa de colocação de riscos especiais, centro de serviços compartilhado com equipes capacitadas para assumir as atividades de acompanhamento de emissão, sinistros, financeiro e marketing, reduzindo a atividade operacional do corretor, permitindo maior foco nas vendas e no atendimento aos clientes, sem que ele perca a sua identidade e o relacionamento direto com as seguradoras.

RC | Quais são os planos de expansão da GC do Brasil?

JS | A GC não tem planos quantitativos, mas qualitativos. O modelo de gestão não permite aumentar as parcerias com corretores com foco exclusivo em rentabilidade comercial ou volumes de prêmios. O foco é encontrar corretores que estejam interessados num completo suporte operacional e comercial, possibilitando que ele venda mais produtos e entre em novos mercados. Nosso plano sempre será o de apoiar para que o corretor associado inove sua gestão e cresça com resultado e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança das seguradoras provando que a GC é uma empresa que tem o compromisso de fazer valer a pena seus acordos comerciais.

RC | Em sua opinião, quais mudançasdevemos ter no mercado de segurosapós a pandemia?

JS | Não vamos nos iludir achando que tudo voltará à normalidade porque não voltará. Algumas consequências que me parecem evidentes: a adaptação das empresas no sistema de home office e sua inegável economia de despesas e mudança de hábito do consumidor que reviu custos do seguro de auto e percebeu a insegurança da falta de um seguro de vida, desemprego e até mesmo funeral, assuntos constantes dos noticiários. Aumento de roubos e furtos em razão da crise econômica demandando maior
interesse por seguros residenciais e comerciais, inclusive porque o home office trouxe para muitos a noção da vantagem de uma assistência a residência e a aceleração da transição dos consumidores para as compras digitais que tinham um foco grande em entrega de comida e passaram a usar para todo tipo de entrega. Isso, claro, despertará a curiosidade de muitos: por que não seguros?

Nosso plano sempre será o de apoiar para que o corretor associado inove sua gestão e cresça com resultado e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança das seguradoras provando que a GC do Brasil é uma empresa que tem o compromisso de fazer valer a pena seus acordos comerciais”

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