Com alta prevista nas férias escolares, corretoras precisam organizar a carteira e antecipar a abordagem para não depender da contratação de última hora

A procura por seguro viagem nas férias de julho deve crescer até 20%, segundo projeção da Coris. O levantamento também aponta que cerca de 55% das emissões voltadas ao período se concentram no próprio mês de julho, dado que mostra como parte dos clientes ainda contrata a proteção perto do embarque.

Para as corretoras de seguros, esse comportamento cria uma questão operacional e comercial. Se a demanda chega quando a viagem já está próxima, a equipe tem menos tempo para orientar o cliente, comparar coberturas, avaliar o destino e conduzir uma conversa que vá além do preço.

A campanha de seguro viagem precisa nascer antes de julho, dentro da carteira, com recortes claros de clientes, argumentos por perfil e acompanhamento dos contatos feitos pela equipe. Veja agora como estruturar essa preparação e transformar a sazonalidade em oportunidade comercial.

Procura concentrada reduz espaço para venda consultiva

O seguro viagem ganha força nas férias escolares porque acompanha um período de maior circulação de famílias, estudantes, executivos e turistas em deslocamentos nacionais e internacionais. Em muitos casos, a contratação envolve dúvidas sobre atendimento médico, extravio de bagagem, cancelamento, atraso de voo, traslado e regras de entrada em determinados países.

Quando o cliente deixa a decisão para a última hora, a corretora passa a atuar sob pressão. A conversa tende a ficar mais curta, a comparação por preço cresce e a equipe perde espaço para explicar por que certas coberturas fazem diferença conforme o destino, a idade dos viajantes, o tempo fora de casa e o tipo de viagem.

A campanha começa pela carteira, não pela peça

Em vendas sazonais, o erro mais comum é começar pelo post, pelo disparo ou pela mensagem padrão. Antes de produzir a comunicação, a corretora precisa saber quem deve ser abordado e por quê.

No caso do seguro viagem, entram no radar clientes com filhos em idade escolar, histórico de viagens em julho, passagens compradas, intercâmbios, viagens internacionais recorrentes, participação em eventos e deslocamentos corporativos. Cada grupo pede uma conversa diferente, porque uma família em férias, uma empresa com equipes viajando e um estudante em intercâmbio não avaliam risco da mesma forma.

Essa separação melhora a rotina do time. Com a base organizada, a corretora define prioridade de contato, canal de abordagem, argumento comercial e forma de registrar retorno. Sem esse controle, a ação sazonal vira esforço disperso e termina sem aprendizado suficiente para a próxima campanha.

Mercado aquecido exige ação antes da demanda espontânea

O movimento do seguro viagem se soma a um mercado segurador em expansão. Dados da Susep mostram que seguros de danos e pessoas, sem VGBL, arrecadaram R$ 74,80 bilhões até abril de 2026, alta nominal de 6,13% sobre o mesmo período de 2025.

Esses números indicam demanda em diferentes ramos, mas a corretora só captura parte desse movimento quando sabe trabalhar a própria base. Férias, chuva, volta às aulas, renovação de frota, datas de consumo, viagens corporativas e fim de ano mudam a rotina de pessoas e empresas, abrindo janelas de conversa para quem acompanha a carteira com método

Quer mais dicas para vender mais durante o período de férias? Confira este artigo especial sobre como transformar a alta temporada em oportunidades.

Trabalhar seguro viagem em julho significa definir quando a campanha começa, quais clientes entram na primeira lista, quem será responsável pelos contatos, que conteúdos apoiarão a abordagem e quais indicadores serão avaliados depois.

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