Confira 5 frentes que podem ajudar corretoras de seguros a ampliar vendas, retenção e eficiência em um mercado com expectativa de crescimento em 2026

O mercado de seguros segue em expansão e deve manter uma trajetória positiva nos próximos anos, mas também enfrenta uma cobrança crescente por eficiência, gestão e capacidade de adaptação. Dados divulgados pela Susep mostram que o setor supervisionado ultrapassou R$ 106 bilhões em receitas no primeiro trimestre de 2026, enquanto a CNseg projeta crescimento nominal de 5,7% para o mercado ao longo do ano, com arrecadação estimada em R$ 808 bilhões. O cenário reforça que há espaço para crescer, mas exige das corretoras uma atuação cada vez mais estratégica.

Os números indicam espaço para expansão. O ponto, para as corretoras, é como converter esse movimento em vendas, retenção e carteira mais bem trabalhada.

O estudo “Perspectivas para o setor de seguros em 2026“, da Deloitte, aponta mudanças nas expectativas dos clientes, consolidação da distribuição, avanço de dados e tecnologia, pressão de riscos climáticos e necessidade de modernização. Lidas a partir da rotina das corretoras, essas frentes indicam cinco oportunidades de crescimento.

1. Conhecer melhor a carteira atual

A primeira oportunidade está dentro de casa. Antes de buscar novos clientes, muitas corretoras ainda têm espaço para trabalhar melhor a própria base.

Isso exige responder perguntas que nem sempre estão claras: quais clientes estão próximos da renovação? Quais carteiras têm maior margem? Onde há produtos pouco explorados? Quais segurados geram alto volume de atendimento, mas baixo retorno? Quais contas têm risco de perda?

Uma carteira vista apenas como cadastro limita a ação comercial. Uma carteira acompanhada com método mostra caminhos para retenção, venda cruzada e conversas mais úteis com o cliente.

2. Falar com o cliente antes da renovação

O estudo aponta que valor, conveniência e confiança ganham peso na relação com o segurado. Para a corretora, isso significa sair da comunicação concentrada no vencimento da apólice.

O cliente que só ouve da corretora na hora de renovar tende a enxergar o seguro como custo. Já o cliente acompanhado ao longo do ano percebe melhor a função da proteção, entende mudanças de risco e abre mais espaço para novas conversas.

Essa oportunidade pede calendário, segmentação e rotina. Não basta mandar mensagens genéricas. É preciso usar informações da carteira para falar com o cliente certo, no momento certo e com uma pauta que faça sentido.

3. Ampliar a venda consultiva em riscos mais complexos

A pauta climática ganhou força no setor. A CNseg tem discutido instrumentos de seguro para proteção climática e, em maio, debateu o papel do resseguro na redução dos impactos das mudanças do clima.

Para as corretoras, esse tema abre espaço para uma venda mais consultiva. Empresas, produtores, gestores e famílias passam a lidar com riscos menos previsíveis, que exigem explicação, revisão de cobertura e leitura mais cuidadosa da exposição.

A oportunidade não está em usar o clima como argumento alarmista. Está em ajudar o cliente a entender vulnerabilidades, limites de cobertura e alternativas de proteção. Isso demanda equipe preparada e domínio técnico.

4. Usar dados para decidir melhor

O estudo da Deloitte também cita a modernização tecnológica e o uso de dados como pontos centrais para o setor. Para boa parte das corretoras, o primeiro passo não está em uma ferramenta sofisticada, mas em organizar informações já disponíveis.

Produção, margem, renovações, perda de clientes, origem das vendas, tempo de atendimento e desempenho por carteira precisam sair da percepção individual e virar rotina de análise.

Quando os dados ficam espalhados em planilhas, sistemas mal alimentados ou na memória de poucas pessoas, a corretora perde ritmo. A gestão reage aos problemas, em vez de antecipar movimentos.

5. Desenvolver equipe para crescer sem depender do dono

A consolidação da distribuição, mencionada pela Deloitte, também pressiona a profissionalização das corretoras. Crescer sem equipe preparada cria gargalos: atendimento desigual, baixa padronização comercial, dificuldade de treinar novos profissionais e excesso de decisões concentradas no dono.

A oportunidade está em criar uma operação que funcione com mais método. Isso passa por processos claros, reuniões de acompanhamento, indicadores bem definidos e desenvolvimento contínuo do time.

É nesse ponto que o GrupoGC pode apoiar corretoras que querem crescer com mais organização. A estrutura do Grupo ajuda a transformar leitura de mercado em rotina comercial, com gestão, dados, desenvolvimento de equipe e troca entre empresas que enfrentam desafios parecidos.

O mercado deve abrir novas frentes até o final de 2026. Mas as corretoras que tendem a aproveitar melhor esse movimento são aquelas que conhecem a carteira, falam com frequência, usam dados e preparam pessoas para decidir com mais segurança.